Para o Projeto Educampo, podemos dizer que o tamanho de uma propriedade rural não é a única indicação de rentabilidade. Ou seja, o tamanho do cafezal não influencia o resultado econômico e financeiro. Um bom exemplo é a Fazenda Caixeta, do produtor Sebastião Martins da Silva, no município de Guimarânia.

Desde 2010, ele participa do projeto Educampo com a consultoria do engº agrônomo Vicente Nunes Júnior. A satisfação de Sebastião com o Educampo é evidente, para ele é uma forma de não se acomodar na atividade. “Vicente cobra da gente para fazer tudo certinho. Faz as orientações técnicas na visita e, já se tornou um amigo da família”, relata o produtor.

Os laços de amizade se consolidaram ainda mais com o envolvimento da Appcer na vida de ambos. Através da certificação fairtrade, o produtor foi beneficiado com fossa séptica, cimentação do terreirão, custeio do Projeto Educampo, além do retorno direto com prêmios na venda de seu café para o mercado justo. Entusiasta, Sebastião agora mobiliza os vizinhos para se associarem a Appcer e, juntos, continuarem a produzir cafés com rentabilidade e qualidade de vida.

BONS RESULTADOS

A área de café atendida é de 2,6 hectares, divididos em dois talhões com idade média de 17 anos, da variedade arábica Catuaí Vermelho. Quando iniciou o acompanhamento pelo Educampo, os indicadores 2009/2010 mostravam prejuízo na atividade. Ao longo dos anos, os resultados melhoraram. O Custo Operacional Efetivo (COE), ou seja, o que o produtor investiu na Fazenda Caixeta, no período 2009/2010 a 2016/2017, foi de R$ 227,98, por saca.

O preço médio de venda, no mesmo período, foi de R$ 537,00, considerando-se a valorização com prêmio Fairtrade e as oscilações de preços do mercado. Segundo levantamento do Educampo, base CEPEA, o preço médio no Cerrado Mineiro, no período de jan/2004 a abr/17, café tipo 6, bebida dura para melhor, foi de R$ 516,24.

Para o consultor, o resultado foi possível pelo comprometimento do produtor em seguir as orientações gerenciais e de manejo. Segundo ele, duas interferências foram fundamentais: o manejo de poda em 1,3ha, em 2016, de forma que a propriedade não ficasse sem produção e; o planejamento de compra e uso de defensivos e fertilizantes. Vicente destaca que, na atividade café da Fazenda Caixeta, o percentual de custo versus benefício é de 1,51, considerados ótimo, visto que para cada real investido, obtém-se R$ 1,51 de retorno.

O FUTURO

Além do café, Sebastião tem a ajuda da esposa Elza e, dos filhos Rodrigo e Gustavo, na atividade pecuária. A produção atual na fazenda é 1.500 litros/dia, renda destinada as despesas da casa e educação dos filhos. Com a renda do café, já puderam investir em compra de imóveis, trator e implementos. Para a próxima safra, os planos são de construir uma nova casa, na própria fazenda, um pedido especial da Elza.



Tags: educampo, appcer, fairtrade, comerciojusto, patrocinio

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| Última atualização em 9 Feb, 2018


Um comentário

KeytbaB comentou em 22/04/20 às 15:15:
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